Bom dia!

Todo ano, uma das maiores redes de supermercado natural dos EUA aposta no que vai encher os carrinhos no ano seguinte, e costuma acertar. A lista de 2027 chegou com oito tendências, e uma delas a gente já pratica faz tempo no Brasil.

O que vai estar no carrinho em 2027?

Foto: Whole Foods Market | Reprodução

Todo ano, o Whole Foods, rede de supermercados americana focada em alimentos saudáveis, solta sua lista de apostas pro ano seguinte.

Mas não é um chute qualquer. Quem monta é um conselho de compradores, chefs e caçadores de produtos que passam o ano em feiras, fazendas e restaurantes. Muita coisa que eles antecipam realmente aparece nas gôndolas de mercados do mundo todo.

A lista de 2027 tem essas oito tendências:

🫘 O feijão virou protagonista. Feijões e leguminosas estão saindo do papel de acompanhamento e indo pro centro do prato, como fonte barata de proteína e fibra. Lá fora, ganharam snack de grão-de-bico, bowl instantâneo de lentilha e até clube de assinatura de feijão.

🏷️ Rótulo curto virou sinal de qualidade. Com a desconfiança crescente dos ultraprocessados, quanto menos ingredientes, melhor. Diante de consumidores mais preocupados com isso, as marcas estão simplificando receitas.

📍 A origem entrou no sabor. O conceito de terroir, que sempre foi coisa de vinho, chegou ao mel, ao chocolate, ao café e até ao sal. O consumidor quer saber de qual fazenda, região ou safra veio o que está comendo.

✨ Comer pra cuidar da pele. A rede aposta no "beleza de dentro pra fora": gomas de colágeno, shots de azeite e alimentos como sardinha e ostra vendidos como aliados da pele.

🌿 O amargo está em alta. Folhas como radicchio e endívia, chocolate com notas amargas e drinks sem álcool inspirados em amaro ganham espaço, puxados pelo movimento de quem está bebendo menos.

🍛 Comfort food japonesa. Depois do sushi, a vez é do yōshoku, a cozinha que adaptou pratos ocidentais ao gosto japonês: curry com arroz, omurice, sanduíche de katsu e pão de leite fofinho.

🔄 Clássicos em formato novo. Hambúrguer que vira taco, rolinho de canela que vira focaccia. Sabores conhecidos, mas em um formato que surpreende.

♻️ Desperdício zero 2.0. Agora, o que ia pro lixo vira produto: macarrão feito de pão que sobrou, farinha do resíduo de leite vegetal e óleo do bagaço da azeitona.

E no Brasil? 🇧🇷

Algumas dessas tendências já chegaram por aqui. A rotulagem frontal com a lupa preta empurrou marcas a simplificar receitas, o café especial com nome de fazenda virou item de supermercado, e a comida japonesa do dia a dia, como o sanduíche de katsu e o onigiri, dominou os feeds nas últimas semanas.

Sem falar do feijão, que eles chamam de “tendência” mas que sempre esteve na nossa mesa.

Bolo de abobrinha (sim, de abobrinha)

Abobrinha no bolo parece daquelas ideias que só funcionam na internet. Mas a lógica é a mesma do bolo de cenoura: o legume entra pra dar umidade e maciez, e o sabor some no meio da banana, da baunilha e do chocolate.

Quem prova sem saber nem suspeita. O resultado é um bolo fofo e úmido, sem glúten, sem leite, sem óleo e adoçado só com banana.

Ingredientes úmidos:

  • 🥒 1 xícara de abobrinha ralada (118g)

  • 🍌 1 xícara de banana amassada (225g)

  • 🥚 3 ovos grandes

  • 🌼 1 colher de chá de extrato de baunilha

Ingredientes secos:

  • 🌾 ⅔ xícara de farinha de aveia, arroz ou mandioca (90g)

  • 🥣 ⅓ xícara de polvilho doce (40g)

  • 🧁 2 colheres de chá de fermento para bolo

  • 🧂 ¼ colher de chá de sal

  • 🍫 ⅓ xícara de gotas de chocolate amargo (opcional)

Modo de preparo:

  1. Rale a abobrinha e esprema bem num pano de prato limpo pra tirar a água;

  2. Numa tigela, misture a abobrinha com a banana amassada, os ovos e a baunilha;

  3. Acrescente a farinha, o polvilho, o fermento e o sal, e misture até formar uma massa lisa;

  4. Junte as gotas de chocolate (ou uma fruta picada, se preferir);

  5. Coloque numa forma de pão (20 x 10 cm) untada ou forrada com papel manteiga;

  6. Asse em forno preaquecido a 180°C por 45 minutos;

  7. Deixe esfriar 10 minutos na forma antes de cortar.

💡 Dica: não pule a parte de espremer a abobrinha. A água que fica nela é o que faz o bolo solar no meio. Depois de pronto, guarde em pote fechado na geladeira por até 7 dias.

Quatro padarias pra ir com a família no fim de semana

Fim de semana pede café da manhã sem pressa, de preferência com pão que acabou de sair do forno. Separamos quatro padarias artesanais de São Paulo que valem a visita, cada uma com o item que a gente não sai de lá sem levar.

A Fornada

📍 Rua Dr. Renato Paes de Barros, 365, Itaim Bibi (também tem unidades nos Jardins e na Vila Nova Conceição)
💰 $$$

Todos os pães são feitos com farinha orgânica e fermentação natural, com massas bem hidratadas que saem leves e cheias de alvéolos. A vitrine é daquelas que fazem a criança apontar: croissant, pain au chocolat, rabanada e merengue gigante. E, se o café da manhã virar almoço, tem cardápio de refeição completo.

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O nosso pedido: a baguete de azeitona, que vem com azeitonas chilenas enormes no meio da massa.

Leveda

📍 Rua Cerro Corá, 1995, Alto da Lapa
💰 $$

Nasceu no apartamento da padeira Mariana Galhardo, que se apaixonou pelas padarias francesas quando morou na França. A farinha é orgânica, vem de pequenos agricultores do Paraná, e o cardápio muda conforme o dia da semana: tem pão de abóbora numa, focaccia na outra, babka na seguinte.

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O nosso pedido: o pão multigrãos, o carro-chefe da casa que sai do forno todos os dias.

Le Fabri

📍 Rua Nazaré Paulista, 57, Vila Madalena
💰 $$

Pequena e focada no essencial, fica na divisa da Vila Madalena com o Alto de Pinheiros e trabalha só com fermentação natural. A graça está em ver clássicos do dia a dia feitos do jeito artesanal.

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O nosso pedido: o pão francês de fermentação natural, com casca crocante e miolo leve. E vale levar o brioche junto.

PÃO – Padaria Artesanal Orgânica

📍 Rua Dr. Mário Ferraz, 213, Itaim Bibi
💰 $$$

Trabalha com ingredientes orgânicos e fermentação natural desde 2007 e é a mais completa da lista pra ir com a família. A estrela da casa no sábado e no domingo é o buffet de café da manhã com cara de hotel.

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O nosso pedido: o próprio buffet, por cerca de R$ 90 por pessoa. Tem pães variados, misto quente, confeitaria, tudo orgânico, e café Orfeu à vontade.

Tomate na geladeira perde o sabor?

Aquele tomate vermelho e bonito da feira chega em casa e vai direto pra geladeira. Só que ali dentro ele perde justamente uma de suas principais características: o aroma.

O sabor vem de açúcares, ácidos e compostos aromáticos. Mas um estudo mostrou que a produção desses aromas é sensível a temperaturas abaixo de 12 °C. Já açúcares e ácidos praticamente não mudam no frio. O tomate continua doce e ácido, mas fica sem perfume.

O que os testes mostraram

Os pesquisadores guardaram tomates maduros a 5 °C, temperatura comum de geladeira. Com 1 ou 3 dias, não houve perda significativa de aroma. Com 7 dias, houve, e ela persistiu mesmo após 3 dias de recuperação a 20 °C.

Um outro teste, feito com 76 pessoas, confirmou na boca: os tomates gelados eram piores que os frescos.

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Até 3 dias de geladeira não derrubaram o aroma. Com 7 dias, voltar à temperatura ambiente não recuperou tudo.

Isso porque o frio reduz a atividade dos genes que fabricam os compostos aromáticos e, ao voltar a 20 °C, alguns se recuperam e outros não.

Como guardar, na prática

A ordem certa:

  1. Tomate inteiro fica na bancada, longe do sol direto. Tomates inteiros não precisam de refrigeração e desenvolvem menos sabor se ficarem no frio;

  2. Passou do ponto e não vai dar tempo de comer? A geladeira por até 3 dias foi a janela sem perda medida no estudo;

  3. Cortou? Aí a geladeira entra. Afinal, vegetais cortados devem ir para a geladeira em até 2 horas. Sempre tampados.

Resumindo: a geladeira não é inimiga do tomate, ela só não pode ser a primeira parada. Deixe ele amadurecer fora e, quando chegar no ponto, use logo ou guarde no frio. E pra saber se está pronto, cheire perto do cabo: se o perfume de tomate aparecer, é hora de usar.

A centrífuga que salva a salada murcha e molhada

Salada lavada que vai pra geladeira ainda molhada vira sopa em poucos dias. A água parada entre as folhas deixa tudo murcho e com aquele aspecto gosmento muito antes do fim da semana. 🥬

É por isso que especialistas recomendam, depois de lavar, secar com papel-toalha ou salad spinner e guardar as folhas em recipiente forrado com papel-toalha seco. E vale outro alerta: papel úmido adiciona água ao pote e favorece a deterioração.

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Água parada na folha é o que estraga a salada. A centrífuga tira essa água em segundos.

O que separa uma boa centrífuga de uma ruim é o mecanismo de giro e o tamanho do cesto. Cesto pequeno obriga a girar em duas levas, e o giro fraco deixa folha molhada no fundo. Por isso, aqui vão duas opções que recomendamos:

Manivela (a de entrada)

É a clássica de 4 a 4,5 litros, com manivela na tampa. Por seu preço, é uma das mais vendidas, e sai por apenas R$ 35. É feita de um plástico bem simples e quebra um galho, embora a durabilidade possa ser menor.

Mas cumpre o que promete: folha seca por um valor baixo.

Pressão (a confortável)

Aqui você aperta o botão no topo e o cesto gira sozinho, com uma mão só. A OXO de 5 litros aparece por R$ 150 a R$ 200 nos anúncios.

O que justifica esse preço: o cesto maior comporta mais folhas por vez, e o acabamento tende a durar bem mais que o do modelo básico.

E qual vale a pena?

Se você faz salada de vez em quando ou quer testar se o hábito pega, a de manivela resolve. Custa bem menos que a outra.

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Agora, se a salada é rotina da casa, você lava folha para a semana toda (ou para várias pessoas comerem) e tem pouca paciência com manivela, a de pressão se paga no conforto e na durabilidade.

A melhor passata de tomate do mercado?

Foto: Estadão | Reprodução

Dia corrido, vontade de massa e nenhuma paciência pra fazer molho do zero. É nessa hora que a passata de tomate salva: só tomate peneirado, às vezes com sal, pronto pra virar molho em minutos.

No vidro, todas parecem iguais. Mas um teste às cegas do Paladar, com cinco chefs de cozinhas italianas de São Paulo, mostrou o contrário: das 15 marcas avaliadas, a maioria decepcionou, com sabor artificial, textura aguada ou densa demais e cara de ketchup.

As três que se destacaram:

🥇 De Cecco (R$ 34,99, 700g): sabor levemente adocicado, cor natural de tomate fresco e textura fluida.

🥈 Frentano (R$ 23,98, 535g): orgânica, com sabor equilibrado e bastante frescor.

🥉 Uniagro (R$ 17,98, 680g): bom equilíbrio entre doce e ácido e cor vibrante. A mais barata do pódio.

Como escolher na prateleira 🔍

A regra é a mesma de outros produtos que a gente já falou por aqui: quanto menos ingredientes, melhor. Passata boa é tomate e, no máximo, sal. Espessante, açúcar e aroma no rótulo costumam denunciar sabor de molho industrializado.

E uma dica de chef: olhe a parte de dentro da tampa. Se estiver ressecada ou com cor muito escura, puxando pro ketchup, passe pra próxima.

No universo da culinária e gastronomia saudável

🍦 A Anvisa determinou o recolhimento do picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, da ABB Gelateria, por conter melatonina e inositol, ingredientes sem avaliação de segurança para uso em picolés. Quem tiver em casa não deve consumir.

💪 A Piracanjuba ProForce ampliou a linha com quatro suplementos: pré-treino, whey protein concentrado, creatina e gel de carboidrato. A marca de laticínios conhecida nas geladeiras agora mira também a prateleira de suplementação.

🔬 Uma análise mostra que trocar 10% dos ultraprocessados da dieta por alimentos minimamente processados está associado a 2% menos casos de câncer de intestino, segundo a pesquisadora Erikka Loftfield. A mudança estudada é pequena: um décimo do prato.

🏫 A Comissão de Assuntos Sociais do Senado vai debater o projeto que proíbe a venda de ultraprocessados em cantinas escolares, incluindo bebidas e preparações com muito açúcar, sal, gordura saturada e adoçantes. O texto também manda priorizar alimentos in natura.

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