
Foto: Richard A Brooks/AFP/Getty Images
Primeiro, veio o Temaki. Depois, o Poke, que, apesar de ser havaiano, tem forte influência japonesa. Em 2026, duas novas ondas chegaram do Japão diretamente aos restaurantes e deliveries queridinhos de SP.
Estamos falando do Katsu Sando, um tradicional sanduíche de lá e o Onigiri, o bolinho de arroz triangular que dominou as redes sociais.
Onig… o quê?
O-N-I-G-I-R-I. No Japão, é consumido há muitos anos. Por ser muito prático, é uma opção comum para levar ao trabalho, comer no transporte e até pra crianças levarem de lanchinho pra escola.
Essa praticidade começa na embalagem. Pode ser que você acabe rasgando a alga na primeira vez. Faz parte. Mas quando você entende, fica fácil. A embalagem isola a alga do arroz, o que preserva a crocância. Ao abrir, ele fica certinho na sua mão, pronto pra comer.
Por que agora?
Se o onigiri existe há séculos, o que fez ele estourar justo agora?
A virada começou no próprio Japão. O bolinho que as avós faziam em casa ganhou status quando uma casa especializada de Tóquio entrou no Guia Michelin em 2019. Desde então, lojas só de onigiri se multiplicaram por lá, com fila na porta e recheios cada vez mais criativos.
Ao mesmo tempo, o turismo recorde transformou as lojas de conveniência japonesas em atração, e o onigiri virou um dos itens mais postados por quem volta de viagem. O governo japonês até criou um projeto oficial pra promover o bolinho dentro e fora do país.
Daí pro TikTok foi um passo. O formato é reconhecível, cabe na mão e tem o momento de “revelar o recheio” na mordida, o que rende vídeo. Por aqui, são dezenas de milhares de publicações sobre o prato.
E ele chegou com sotaque brasileiro. Em São Paulo, já tem versão de salmão com cream cheese, camarão com tempurá e até pastrami.
No fim, o onigiri não veio pra tomar o lugar do sushi. Ele ocupa outro espaço: o lanche rápido, que você come com uma mão só, entre uma reunião e outra, e que costuma ser mais saudável que o salgado da padaria.
Ficou com vontade? Separamos três onigiris pra pedir em SP.
