
Não é segredo pra ninguém que o consumo de proteína está em alta. Barrinhas, iogurtes, snacks, granolas, pastas de amendoim…
O que não faltam são produtos cheios de proteína nas gôndolas dos supermercados.
Só que essa tendência da indústria está reduzindo o consumo de um suplemento que, historicamente, sempre foi um dos mais consumidos no mundo todo: o whey protein.
Esse comportamento pode ser observado em uma pesquisa recente da SuppCo — um aplicativo bem conhecido dos EUA que permite registrar e monitorar seu uso de suplementos.
Dos mais de 250.000 produtos disponíveis no app, esses foram os 10 mais consumidos:
Um ponto interessante sobre esse relatório é o fato de ser baseado no comportamento real de consumo das pessoas.
Ou seja, são os suplementos que milhares de americanos realmente estão consumindo no dia a dia.
Como você pode ver, enquanto a creatina ou o magnésio, por exemplo, ocupam 3 das 10 posições do gráfico cada, o whey nem sequer aparece no top 10.
Mas isso não quer dizer que as pessoas estejam consumindo menos proteína. Muito pelo contrário.
Segundo um relatório recente publicado pela Cargill, as pessoas estão ingerindo mais proteínas do que nunca. Você já deve ter percebido isso pelo feed do seu Instagram. 😅
E por que o whey não está no top 10?
Uma das principais explicações é essa "produtização da proteína". A indústria de alimentos absorveu parte dessa demanda, criando alimentos proteicos já prontos para consumo — sem a necessidade de abrir um pote, medir dose e misturar.
Enquanto isso, os suplementos que apareceram no top 10 são feitos a base de ingredientes que precisam de suplementos, pois a indústria ainda não conseguiu replicar. Não existe um biscoito funcional com magnésio biodisponível, por exemplo.
Já a proteína virou commodity, e aparece nos mais variados alimentos. No fim, o whey não caiu em desuso (até porque, seu consumo segue crescendo). Ele só perdeu espaço pra versões mais convenientes da mesma coisa. Será que essa tendência chega no Brasil? 🇧🇷
