
Imagem: Oster / Reprodução
Muita gente acha que tábua de madeira é menos higiênica que a de plástico. Mas não é. Muito pelo contrário.
O microbiologista Dean Cliver, da Universidade da Califórnia, testou os dois materiais nos anos 1990 e descobriu que bactérias como salmonela e E. coli, quando caem na madeira, são puxadas pra dentro dos poros e morrem em poucas horas. No plástico, elas ficam alojadas nos riscos deixados pela faca e sobrevivem por dias.
A condição é só uma: lavar com água morna e sabão, secar bem e nunca guardar úmida.
Só que nem toda tábua de madeira é igual. E a diferença entre uma de R$ 50 e uma de R$ 200 está na direção das fibras.
Na tábua tradicional, as ripas de madeira são coladas lado a lado. As fibras ficam deitadas, e a faca corta em cima delas. É mais simples de fabricar, por isso mais barata, mas a lâmina bate contra as fibras, o que a deixa cega mais rápido e risca a tábua com facilidade.
Na tábua invertida (a de desenho xadrez), a madeira é cortada e colada de modo que as pontas das fibras fiquem voltadas pra cima. A faca desliza entre elas, como um pente entre fios de cabelo, e quando sai, as fibras se fecham de novo. A lâmina fica afiada por mais tempo, a superfície quase não marca, e as duas duram anos a mais. O processo é bem mais trabalhoso, por isso a diferença de preço.
Se a ideia é ter uma tábua que dure por vários anos e preserve o fio da sua faca, procure a invertida.
