The Plant-Forward Kitchen

Tem um termo que vem aparecendo em cardápios de restaurante, hotel e até refeitório de universidade lá fora: plant forward. E ele não é o que parece.

Diferente do plant-based, que costuma significar 100% vegetal, o plant forward não elimina a carne. Ele só muda o lugar dela no prato. Os vegetais, grãos, leguminosas e castanhas viram protagonistas, e a proteína animal vira coadjuvante, em quantidade menor ou como complemento de sabor.

O conceito foi criado em 2009 por um consultor americano pra uma competição gastronômica do Dia da Terra, e ganhou escala quando o Culinary Institute of America, a escola de gastronomia mais influente dos EUA, adotou o termo em parceria com a Harvard.

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A definição oficial deles resume bem: uma cozinha que celebra os alimentos de origem vegetal, mas não se limita a eles.

A motivação vai além da saúde. Segundo os defensores do movimento, a conta é ambiental. O Culinary Institute of America argumenta que o planeta em 2050, com 10 bilhões de pessoas, não sustentaria uma dieta centrada em carne pra todo mundo. Reduzir, sem precisar cortar, foi o caminho que encontraram pra fazer o consumidor comum aderir.

E funcionou. Redes globais de hotéis, refeitórios universitários e restaurantes já estão redesenhando cardápios nessa lógica, com vegetais no centro e carne como coadjuvante. Nenhum rótulo pra carregar ou restrição pra explicar. Só uma proporção diferente no prato.

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Talvez seja justamente por isso que o plant forward tem chance de pegar onde o veganismo não pegou.

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