Imagem: Zen Green Tea | Reprodução

O matcha latte virou presença obrigatória em toda cafeteria descolada. Mas ele está ficando difícil de encontrar.

Esse chá verde em pó vem do Japão, e é lá que o problema começa. Marcas tradicionais publicaram notas de desculpas e passaram a limitar quanto e que tipo de matcha vendem. Nos EUA, cafeterias já estão absorvendo a alta de preço pra não repassar tudo pro cliente, e algumas simplesmente não conseguem mais comprar.

Isso porque o quilo da folha que vira matcha quase triplicou de preço de 2024 pra 2025, mesmo com os produtores japoneses aumentando a produção.

Como o matcha chegou nesse hype? 🍵

Três coisas puxaram:

  • 🌿 Energia sem o tranco do café: o matcha tem menos cafeína, e virou a escolha de quem quer acordar sem a aceleração e o efeito rebote do cafezinho.

  • 🤖 Visual de feed: o verde intenso fica bonito no feed das redes sociais.

  • 💚 Fama de saudável: a bebida já foi associada a mais foco e queda da pressão e do colesterol.

A febre se espalhou pelo mundo, com EUA e Brasil entre os lugares onde mais cresceu. Hoje o matcha aparece em latte, sobremesa e até pão de queijo.

Mas afinal, o que é matcha?

É chá verde em pó. No chá comum, a folha fica na água e depois vai pro lixo. No matcha, a folha é moída e você bebe ela inteira. A folha usada se chama tencha, cultivada à sombra por cerca de quatro semanas antes da colheita, e só 6% do chá verde do Japão vira matcha.

Por que o Japão não planta mais?

O país está produzindo em nível recorde e mesmo assim falta. O pó some das lojas assim que chega. Só que fazer mais não é rápido:

  • 🌱 Montar uma plantação de matcha custa caro e leva anos pra dar fruto. Precisa de estrutura de sombra e equipamento que custam dezenas de milhões de ienes.

  • ⚙️ A moagem é lenta, e os moinhos do Japão não dão conta do volume.

  • 🍃 Cada produtor que migra pro matcha deixa de plantar outro chá, o que também encarece o chá verde comum.

Enquanto a procura cresce na velocidade das redes sociais, a plantação cresce na velocidade da agricultura. E esse impacto está chegando nas cafeterias do mundo todo.

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