
Fizemos uma análise das últimas novidades dos EUA para te mostrar o que devemos ver por aqui em breve.
Proteína nas categorias mais inusitadas
Essa onda já chegou no Brasil. Mas se você acha que já tem proteína em tudo por aqui, alguns exemplos mostram que isso será ainda mais forte:
Folgers: a líder de vendas de café dos EUA lançou um café solúvel com 10g de whey.
Chef Boyardee: a marca de massas enlatadas lançou uma versão proteica.
Welch's: colocou 12g de proteína num sanduíche congelado de pasta de amendoim com geleia.
Goldfish: a marca dos biscoitos em formato de peixinho lançou um cracker proteico. A Cheez-It também vai lançar um cracker com proteína.
Fibra é a próxima proteína
Repare que os mesmos lançamentos vêm com fibra junto. A mesma Folgers também lançou uma versão prebiótica com 3g. A barrinha da FitCrunch leva de 3 a 6g.
A rede de supermercados Meijer chamou a fibra de "a meta nutricional revelação de 2026" e já tem mais de 120 produtos de marca própria com pelo menos 5g por porção.
Depois de anos de "proteinmaxxing", a indústria descobriu que o consumidor quer as duas coisas no mesmo pacote. Um exemplo é a Pure Genius, marca da autora Mel Robbins, que acabou de lançar um shot de bolso com 20g de proteína e 5g de fibra.
Quem está desenhando os produtos é o GLP-1
Nada disso é coincidência. "Estar em GLP-1" já é o segundo tipo de dieta mais comum nos EUA, e 65% desses usuários buscam mais proteína.
11% dos adultos americanos usam as canetas emagrecedoras, quase 4x mais que em 2024.
Quem come menos quer que cada mordida renda mais. E a indústria está formulando produto pra isso.
"Não ultraprocessado" virou selo
A Califórnia aprovou o primeiro selo estadual de "não ultraprocessado certificado", como já existe pra alimentos orgânicos.
Proteína, fibras, GLP-1, fuga dos ultraprocessados… Essas estão entre as principais tendências do mercado saudável. Espere ver cada vez mais produtos com essas promessas nas gôndolas brasileiras (até mais do que você já está vendo).
