
Se você abrir o Instagram hoje, é fácil acreditar que sim.
Barras proteicas, bebidas funcionais, snacks fitness, cafés especiais, suplementos, colágeno, eletrólitos, gummies...
Nunca houve tantos produtos sendo vendidos como sinônimo de saúde.
E isso está criando uma percepção curiosa: a de que comer saudável virou um privilégio para poucos.
Mas será que isso é verdade? 🤔
Os dados mostram que a resposta é mais complexa.
Um estudo recente mostrou que o preço dos alimentos subiu 60% acima da inflação geral nas últimas duas décadas.
Dados do IBGE também mostram esse aumento nos últimos anos para itens básicos.
Por outro, uma parte crescente do mercado de saúde está sendo impulsionada por produtos industrializados com posicionamento wellness.
O mercado global de alimentos funcionais, suplementos e produtos ricos em proteína cresce a passos muito largos, enquanto os supermercados ampliam cada vez mais o espaço dedicado a essas categorias.
O resultado é uma mudança de percepção.
Quando muitas pessoas pensam em "alimentação saudável", elas já não imaginam carnes, ovos, legumes e frutas.
Elas imaginam iogurtes proteicos, bebidas funcionais, snacks premium e suplementos.
E esses produtos realmente costumam custar mais caro.
Isso não significa que a alimentação saudável tradicional ficou barata ou imune à inflação.
Mas talvez parte da sensação de que "comer saudável está impossível" venha do fato de que saúde passou a ser vendida cada vez mais como uma categoria de consumo premium.
