
Fotos: Pacco
Tem uma diferença no café que a maioria das pessoas nunca provou: a do grão moído na hora.
Café moído de pacote começa a perder aroma no momento em que sai da fábrica. Moer o grão multiplica a superfície de contato com o ar, e os compostos aromáticos voláteis, que são justamente os que dão o sabor, escapam em questão de minutos. O pacote de café moído do mercado chega em casa já sem boa parte do que fazia aquele café ser bom.
Quando você mói na hora, esses aromas vão direto pra xícara. O café fica mais perfumado, mais encorpado e com sabor mais nítido. E é o mesmo grão. A diferença está só no tempo entre moer e passar.
Só tem um lado ruim: depois que você prova, sua régua do que é um bom café sobe.
O único cuidado
Não compre moedor de lâmina, aquele que parece um mini liquidificador. Ele não mói, tritura. O resultado é um pó irregular, com pedaços grandes e finos misturados, que extrai desigual e deixa o café amargo ou aguado.
O que você quer é moedor de mós (as engrenagens cônicas de aço ou cerâmica), que quebram o grão em partículas do mesmo tamanho. Todo moedor bom, manual ou elétrico, é de mós.
Duas opções que valem:
iCoffee M6 Max (manual): mós cônicas de aço, ajuste externo (você gira o anel e vê o nível, sem precisar desmontar) e capacidade de 40g, o suficiente pra duas xícaras. Há opções de R$ 60, mas o mecanismo desses é fraco, a moagem não é uniforme, trava e quebra rápido. Essa opção é a de entrada que a gente confia que vai durar.
Hamilton Beach Moinho de Café Plus (elétrico): o elétrico de mós mais acessível que se acha no Brasil. Funil pra grãos, seletor de moagem do fino ao grosso, e mói com um toque. Muitas das opções elétricas mais baratas são de lâmina. Esse é de mós, e é por isso que entra aqui.
