Refinado, cristal, demerara, mascavo, de coco, orgânico. Cada um com uma fama, um preço e uma promessa. Mas será que trocar um pelo outro faz tanta diferença assim? Menos do que você imagina.

Isso porque, no fundo, todos eles são a mesma coisa: sacarose. O que muda entre um e outro é o processamento.

  • Refinado: passa por purificação até virar quase só sacarose pura.

  • Cristal: preserva um pouco dos compostos da cana.

  • Demerara: mantém uma película fina de melado ao redor dos cristais, que dá a cor dourada.

  • Mascavo: preserva mais melaço ainda, por isso a cor escura e o sabor intenso.

  • Açúcar de coco: também é predominantemente sacarose, e faltam estudos consistentes pra entender se a resposta glicêmica é menor.

E os minerais do mascavo e do demerara? Existem, mas em quantidade tão pequena que você precisaria comer muito açúcar pra chegar em algo relevante. Açúcar como fonte de nutriente não faz sentido.

Então tanto faz?

Metabolicamente, quase. O que muda de verdade está na produção. Por isso, para alguns profissionais da saúde, a melhor opção é o açúcar orgânico. Ele tem a mesma sacarose, as mesmas calorias e a mesma resposta glicêmica de qualquer outro, mas vem de um cultivo sem agrotóxicos, com solo, água e trabalhadores menos expostos, e uma cadeia rastreável.

A glicemia depende muito mais de quanto você consome, com que frequência e junto de quê.

Uma colher pequena dentro de uma refeição com fibra, proteína e gordura sobe a glicose devagar. A mesma colher num copo de bebida açucarada, de estômago vazio, sobe rápido. Trocar o refinado pelo mascavo e continuar consumindo muito não resolve nada.

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📺 Esse vídeo do nutricionista Luciano Bruno é uma verdadeira aula, e serviu de inspiração para escrevermos esse conteúdo. Se quiser entender a fundo como cada açúcar é produzido, vale a pena assistir.

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