
Bom dia!
A Black Friday saiu das lojas de eletrônico e chegou ao carrinho do mercado. Mas tem uma diferença muito grande entre o que vale estocar e o que é armadilha. Isso sem falar na tal da "Black Fraude".


A Black Friday chegou ao carrinho do mercado

Black Friday sempre foi sinônimo de TV, celular e geladeira. Mas a lista de desejos do brasileiro está mudando. Um levantamento mostrou que, em 2026, o supermercado aparece em 26% das intenções de compra. A cada quatro pessoas, uma planeja usar a data pra encher a despensa.
O movimento tem dois lados:
De um, o bolso apertado: com o preço da comida pesando, o consumidor passou a esperar a data pra comprar o que já compraria.
De outro, o varejo percebeu que o carrinho do mercado tem mais giro que o eletrônico, e o iFood, por exemplo, projeta vender 60% mais nesta Black Friday, com supermercado e farmácia no centro da estratégia.
O que o brasileiro procura com desconto 🔍
Um levantamento do próprio iFood com as buscas no Google mostrou o que mais aparece junto da palavra "promoção" em comida e bebida:
🍫 Chocolate, disparado em primeiro
🍺 Cerveja
🍕 Pizza e 🥩 carne (empate)
🥛 Leite
🍬 Leite condensado
🍷 Vinho
🐟 Bacalhau
☕ Café
🥤 Refrigerante
Repare que a lista mistura indulgência (chocolate, pizza, cerveja) com despensa (leite, café, bacalhau). É a Black Friday de dois usos: a do prazer e a do mês.
O que vale estocar (e o que não vale) 🛒
A data pode ser um bom momento pra comprar o que fica caro o ano todo e tem validade longa:
✅ Azeite, café em grão, castanhas, atum e sardinha em lata, chocolate 70%, cacau em pó, temperos e especiarias.
❌ E o que não compensa: perecíveis em quantidade que você não vai dar conta, ultraprocessados (o preço é a sua saúde) e qualquer coisa sem conferir o histórico de preço, pra não cair no "metade do dobro".
A regra é simples: Black Friday é boa pra adiantar o que você já ia comprar, não pra comprar o que nunca compraria.

Black Friday na cozinha: o básico que todo mundo deveria ter (parte 1)

A Black Friday chegou. Ela nasceu nos EUA como um dia só, a sexta depois do Dia de Ação de Graças, e virou mês inteiro quando chegou ao Brasil. Junto com ela, veio a "Black Fraude": o preço que sobe em outubro pra "cair" em novembro.
Por isso, durante este mês, cada edição vai trazer utensílios e produtos que estão em promoção de verdade. Nada de comprar por impulso. A ideia é aproveitar o desconto no que você já precisava ter na cozinha.
Pra começar, uma lista do que a gente considera o kit básico de quem cozinha em casa:
🍳 Frigideira antiaderente com tampa. A panela mais versátil da casa: ovo, bife, legume, até arroz. A tampa faz diferença em panqueca e refogado. Antiaderente custo benefício
🔪 Faca do chef. Uma só resolve quase tudo na cozinha. E faca cega é a que mais corta dedo, não a afiada. Tramontina | Zwilling. Se come pão artesanal em casa, a serrilhada vale: Tramontina | Zwilling
🪵 Tábua de corte. Cortar no prato estraga o fio da faca. Uma leve pro dia a dia e uma de bambu, que não mancha e aguenta anos. Plástico | Bambu
🧂 Moedor de sal e pimenta. Pimenta moída na hora tem outro sabor, e você controla se quer mais fina ou mais grossa. Vale investir num de mecanismo de inox, que embora seja caro, dura pra sempre. Le Creuset | Zwilling
🥄 Medidores padrão. Toda receita que dá certo usa as medidas oficiais de xícara e colher, não a da louça da sua casa, que pode variar. Aqui o barato atende igual ao premium. Xícaras: básico | premium. Colheres: básico | premium
⚖️ Balança de precisão. A mais simples do mercado é a que todo restaurante tem. Custa pouco, dura anos e tira a adivinhação da receita. Balança
🫙 Jogo de tigelas. Pra separar os ingredientes antes de começar. Vidro não pega gosto e vai ao micro-ondas; inox não quebra. Vidro | Inox
Gostou dos itens? Agora é o melhor momento do ano para garantir o que você ainda não tem na sua cozinha. Aproveite! Na próxima edição, teremos a parte 2 dessa lista.

Salada de grãos com bacalhau pra ceia

Ainda é novembro, mas quem organiza a ceia sabe que a receita que dá certo em dezembro é a que você testou antes. Essa salada é a candidata. Fria, leve, cheia de textura, e com bacalhau pra dar o gostinho de fim de ano sem passar horas no fogão.
A ideia é simples: arroz 7 grãos como base, crocância de castanha e linhaça, frescor de pepino e maçã verde, e um molho de hortelã com mel que amarra tudo.
Ingredientes:
🐟 400g de bacalhau desfiado (dessalgado)
🍚 4 xícaras de arroz 7 grãos cozido
🌱 ½ xícara de linhaça
🥜 ½ xícara de castanha de caju
🫒 ¼ de xícara de azeitonas pretas
🍅 2 tomates italianos sem sementes, picados
🥒 1 pepino em cubos pequenos
🍏 1 maçã verde em cubos pequenos
Molho:
🍋 Suco de 1 limão
🌿 1 maço de hortelã fresca, picada
🍷 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
🍯 1 colher de sopa de mel
🫒 ½ xícara de azeite
🧂 Sal e pimenta do reino a gosto
Pra finalizar:
🥣 Coalhada seca ou iogurte natural
🫒 Um fio de azeite
Modo de preparo:
Cozinhe o arroz 7 grãos e deixe esfriar completamente;
Cozinhe o bacalhau dessalgado por 10 minutos, escorra, deixe esfriar e desfie;
Numa tigela grande, junte o arroz, a linhaça, a castanha, as azeitonas, o tomate, o pepino e a maçã;
Acrescente o bacalhau desfiado;
Misture os ingredientes do molho e despeje sobre a salada. Mexa bem;
Sirva com uma colherada de coalhada ou iogurte por cima e um fio de azeite.
💡 Dica: se for levar pra ceia, monte a salada em casa e leve o molho separado. Tempere só na hora de servir, senão a maçã e o pepino soltam água e a salada murcha.
Outras receitas que você vai gostar:

A peixaria cool que nasceu no Jardins

Foto: Taste and Fly | Reprodução
MARABÔCA PESCADOS & DELI
📍 Alameda Lorena, 250 (Jardins), São Paulo
💰 R$ 45 a 75 por prato
🕐 Seg a qui: 10h às 20h | Sex e sáb: 10h às 22h | Dom: 10h às 17h
Peixe fresco costuma estar em dois lugares: na peixaria, pra levar e cozinhar em casa, em cidades litorâneas. A Marabôca surge como o terceiro lugar, em meio à selva de pedras.
A casa abriu no início de junho num imóvel de fachada estreita. Juntaram peixaria, deli e bar no mesmo lugar, e a compra vem de fornecedores com embarcação própria, segundo o sócio.
O cardápio é de entradinhas frias, o que combina com jantar leve. A nossa recomendação é o trio de crudos: sashimis temperados com azeite e minialcaparras, frescos e ácidos na medida. O ceviche clássico também é bem gostoso.
Pra algo mais substancioso, o lobster roll vem em brioche tostado, e tem grelhado de salmão, polvo e peixe do dia. Tudo muito fresco e saboroso.
A casa tem poucos lugares, varanda e tudo servido em prato descartável, num clima bem informal. Por isso, vale se planejar pra sair de casa com antecedência.
Na semana ela fecha às 20h, então o jantar é cedo. Sexta e sábado vai até as 22h.
Vale a visita! Principalmente pra quem quer um jantar de peixe fresco e comer algo leve e saudável sem cair na saladinha de sempre.

30 plantas por semana: parece impossível, mas você já está na metade

Você provavelmente já ouviu que precisa comer mais frutas e vegetais. O que pouca gente sabe é que, pro seu intestino, a variedade importa mais que a quantidade.
É o que mostrou um dos maiores estudos já feitos sobre microbioma, o American Gut Project, que analisou a dieta e a flora intestinal de milhares de pessoas. Quem comia 30 ou mais tipos diferentes de plantas por semana tinha bactérias intestinais bem mais diversas do que quem comia 10 ou menos. E isso valia pra vegano, vegetariano e carnívoro: o que contava era o número de plantas diferentes, não o estilo de dieta.
A lógica é que cada bactéria do intestino se alimenta de um tipo de fibra. Quanto mais variado o cardápio, mais tipos de bactéria você sustenta.
30 parece muito. Mas olha o que conta:
🥦 Frutas, verduras e legumes (cada um vale um)
🫘 Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha
🌾 Arroz integral, aveia, quinoa, milho
🥜 Castanhas e sementes (cada tipo vale um: castanha-de-caju, amendoim, chia, linhaça)
🌿 Ervas e temperos (manjericão, alho, cebola, pimenta, cúrcuma, canela)
☕ Café, chá e chocolate amargo também contam
Um mamão com aveia e chia no café da manhã já dá três. Se for acompanhado de um café, quatro. No almoço, uma salada com alface, tomate, pepino e cenoura já totaliza oito. Junto ao arroz com feijão, feitos com alho e cebola, doze. No fim de um dia normal, muita gente já passa de 15 sem perceber.
Como chegar lá sem esforço:
Troque o que repete. Em vez de banana todo dia, revese com mamão, maçã e manga. Em vez de só arroz branco, alterne com integral ou quinoa;
Use mais de um grão na mesma panela: arroz com grão-de-bico ou com grãos;
Tempere com erva fresca. Salsinha, coentro e cebolinha são três plantas que custam quase nada;
Adicione sementes em frutas, saladas ou iogurtes: chia, semente de abóbora, semente de girassol;
Mix de castanhas no lugar de uma só. Um punhado de mix pode valer cinco;
No mercado, compre uma fruta ou verdura que você não costuma levar.
Uma ressalva: o estudo mostra ligação entre variedade e microbioma mais diverso, não garante resultado. Mas, como as plantas em questão são as que todo mundo já recomenda, o conselho não tem contraindicação.

A geleia que tem só a fruta no rótulo

Fotos: Instagram | @de__iva
Nome da empresa: de iva
Produto: Geleia de damasco sem açúcar
Pão na chapa no domingo, tábua de queijo pra visita, iogurte do café da manhã. Em qualquer um desses, a geleia é o detalhe que muda o resultado. E é onde a maioria das marcas esconde açúcar, pectina industrial e conservante.
A De Iva nasceu de um convite de última hora. A fundadora, Ana, foi chamada pra participar de uma feira e preparou antepastos e geleias em uma semana, sem pretensão. Vendeu tudo, os amigos pediram mais, e o que era um fim de semana virou marca. Hoje tem loja própria em São Paulo e está nos empórios da cidade.
O que chama atenção é o meio-termo: tem a cara de produto feito à mão, com receita de cozinha de família, mas com consistência de quem produz em escala, sem a variação de pote pra pote do artesanal de bairro.
A geleia de damasco é o melhor exemplo. Dois ingredientes: damasco e suco de laranja. Sem açúcar, sem conservante, sem glúten. O doce vem só da fruta, e por isso ela é menos doce e mais ácida do que a geleia de mercado. Em tábua de queijo, é isso que você quer.
A linha tem também geleia de frutas vermelhas sem açúcar, pestos, caponata e um mel trufado digno de cesta de presente.
O pote de 250g custa entre R$ 30 e R$ 40 nos empórios. É o preço de uma geleia com nome de fruta no rótulo, não de xarope.

No universo da culinária e gastronomia saudável
💊 A Anvisa aprovou a versão em comprimido do Wegovy, a primeira "caneta emagrecedora" oral do país. É um comprimido por dia, em jejum, pra obesidade e sobrepeso com comorbidade. Ainda sem preço nem data de chegada às farmácias.
🥄 A Activia lançou dois sabores de edição limitada na linha Triplo Zero, sem adição de açúcar, sem gordura e sem lactose: jabuticaba e maracujá com pêssego. Os dois chegam aos mercados ainda em novembro e ficam só durante o verão.
🍓 A ObaKrok, marca paranaense fundada por produtores de fruta, chegou ao mercado com snacks de fruta liofilizada em seis sabores, sem açúcar, sem xarope e sem óleo de palma.
🧈 A Ibá lançou três manteigas saborizadas em bisnaga: trufa negra (feita com a Tartuferia San Paolo), alho e ervas finas. Pra finalizar risoto, massa, ovo mexido ou batata assada direto do tubo.
🍦 A Rochinha e a Vigor transformaram dois iogurtes em sorvete: o Grego Protein de morango e o Zero+ de jabuticaba viram picolé e pote, chegando aos carrinhos, ao varejo e às lojas da marca até dezembro.
🍅 A Fugini lançou a primeira pasta de tomate duplo concentrada feita no Brasil, em sachê com bico dosador. Até agora, quem queria o produto dependia de importado.
🫖 A Campo Largo lançou o OH! TEA com gás, chá preto gaseificado de limão e pêssego, sem açúcar e zero caloria. Chega este mês aos mercados de PR, SC e SP.

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