Bom dia!

Quer saber o que vai aparecer na gôndola do seu mercado nos próximos meses? Olha o que os americanos estão lançando agora. A gente fez essa análise, e a resposta você descobre já, já.

O que os EUA lançaram nos últimos dois meses (e o que isso diz sobre o que vem por aí)

Fizemos uma análise das últimas novidades dos EUA para te mostrar o que devemos ver por aqui em breve.

Proteína nas categorias mais inusitadas

Essa onda já chegou no Brasil. Mas se você acha que já tem proteína em tudo por aqui, alguns exemplos mostram que isso será ainda mais forte:

Fibra é a próxima proteína

Repare que os mesmos lançamentos vêm com fibra junto. A mesma Folgers também lançou uma versão prebiótica com 3g. A barrinha da FitCrunch leva de 3 a 6g.

A rede de supermercados Meijer chamou a fibra de "a meta nutricional revelação de 2026" e já tem mais de 120 produtos de marca própria com pelo menos 5g por porção.

Depois de anos de "proteinmaxxing", a indústria descobriu que o consumidor quer as duas coisas no mesmo pacote. Um exemplo é a Pure Genius, marca da autora Mel Robbins, que acabou de lançar um shot de bolso com 20g de proteína e 5g de fibra.

Quem está desenhando os produtos é o GLP-1

Nada disso é coincidência. "Estar em GLP-1" já é o segundo tipo de dieta mais comum nos EUA, e 65% desses usuários buscam mais proteína.

Quem come menos quer que cada mordida renda mais. E a indústria está formulando produto pra isso.

"Não ultraprocessado" virou selo

A Califórnia aprovou o primeiro selo estadual de "não ultraprocessado certificado", como já existe pra alimentos orgânicos.

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Proteína, fibras, GLP-1, fuga dos ultraprocessados… Essas estão entre as principais tendências do mercado saudável. Espere ver cada vez mais produtos com essas promessas nas gôndolas brasileiras (até mais do que você já está vendo).

Wrap de cenoura, sem farinha e sem fermento

Wrap saudável costuma quebrar, esfarelar ou ficar com gosto de papelão. Esse não. A massa é feita de cenoura ralada, ovo e mussarela, fica firme e flexível, e aguenta qualquer recheio sem rasgar.

Perfeito pra quem evita as opções prontas de mercado ou quer uma opção mais colorida, saborosa e nutritiva.

Siga a receita da massa, mas fique à vontade pra rechear como quiser!

Ingredientes da massa:

  • 🥕 2 cenouras médias raladas finas

  • 🥚 1 ovo

  • 🧀 1 xícara de mussarela ralada

  • 🌱 Gergelim, orégano ou tempero de sua preferência pra polvilhar

Ingredientes do recheio (sugestão):

  • 🧀 Cream cheese

  • 🍅 Tomate

  • 🥑 Abacate

  • 🧅 Cebola roxa em conserva

  • 🧀 Queijo feta

Modo de preparo:

  1. Rale as cenouras finamente e, com as mãos mesmo, esprema bem pra tirar todo o líquido. Esse é o passo mais importante da receita;

  2. Misture a cenoura espremida com o ovo e a mussarela;

  3. Com a ajuda de uma espátula, espalhe a mistura sobre papel manteiga (sem untar), numa camada fina e quadrada;

  4. Polvilhe o gergelim e o orégano por cima;

  5. Asse a 180°C por 20 a 25 minutos;

  6. Deixe amornar, solte do papel, recheie e enrole.

💡 Dica: o suco que sai da cenoura não precisa ir pro ralo. Dá pra beber puro ou misturar num suco de laranja. Basta espremê-la sobre uma tigelinha e usar como preferir.

Por que a comida gruda na panela?

Imagem: ChefWalterTrupp | Reprodução

Você liga o fogo, joga o azeite, coloca o filé e… ele gruda na panela. Ao contrário do que você pode pensar, a culpa não é da panela. É do tempo. Ou melhor, da falta dele.

Quando comida com proteína (carne, frango, ovo, peixe) encosta numa panela fria ou morna, as proteínas formam ligações químicas com o metal. Literalmente uma reação entre a comida e a superfície. É por isso que a carne "solda" no fundo e sai em pedaços.

Numa panela bem quente, acontece o contrário. A umidade da comida vira vapor no instante em que toca o metal, e esse vapor cria uma camada fina entre a comida e a panela. A carne sela por fora e solta sozinha quando está no ponto.

Como saber se a panela está quente o suficiente?

Pingue umas gotas de água. Se evaporarem na hora com chiado, ainda falta. Se formarem uma bolinha que desliza pela panela como se fosse mercúrio, está pronta. Isso leva uns 2 a 3 minutos em fogo médio-alto.

A ordem certa:

  1. Panela vazia no fogo, até passar no teste da água;

  2. Aí sim o azeite comum (para cozinhar), que vai brilhar em segundos;

  3. Comida seca e em temperatura ambiente (se acabou de sair da geladeira, ela pode esfriar a panela e voltar a grudar);

  4. Não mexa antes da hora. A comida gruda no começo e solta sozinha quando forma crosta.

💡 Dica: isso vale pra panela de inox e de ferro. Antiaderente é a exceção, e não deve aquecer vazia em fogo alto, porque estraga o revestimento.

Como escolher uma boa água de coco?

Imagem: Oster / Reprodução

Água de coco parece o produto mais simples do mercado: é água que sai de dentro de uma fruta. Mas basta virar a caixinha que a lista de ingredientes conta outra história.

O que você deve evitar

🥥 Água de coco "reconstituída". Boa parte das marcas concentra a água de coco na fábrica, transporta e dilui de novo com água potável. É mais barato, mas o sabor fica plano e "cozido". Se o rótulo diz "reconstituída" ou lista "água" como ingrediente, é isso.

🍬 Açúcar adicionado. Algumas marcas colocam sacarose pra padronizar o dulçor entre safras. Se no rótulo diz "sem adição de açúcar", mas há sacarose na composição, é mentira. A lei não permite isso.

🧪 Sulfitos. Pra não escurecer e durar meses na prateleira, muitas marcas usam metabissulfito de sódio (INS 223) ou de potássio (INS 224). São conservantes que adicionam sódio à bebida e podem causar reação em quem tem sensibilidade a sulfitos, especialmente asmáticos.

O que procurar

A regra é simples. A lista de ingredientes deve ter um item só: água de coco. Sem "água", sem "sacarose", sem código INS. E prefira as que dizem "integral", que é a água extraída da fruta sem concentrar nem diluir.

Na prática, isso costuma significar sair da prateleira seca e ir pra geladeira do mercado, porque água de coco sem conservante precisa de frio.

Marcas que aprovamos pelo rótulo:

  • Terral (Terra Coco): a empresa planta o próprio coco em Minas e engarrafa direto da fazenda, sem nenhum aditivo. Garrafa de vidro de 275ml.

  • Villa Piva: integral, não reconstituída, sem conservante e sem açúcar. O processo é colher e envasar, e só. Garrafa de vidro de 300ml ou 1L.

  • OQ: integral, sem adição de açúcar e sem conservante, em vidros de 300ml, 500ml e 1L.

  • Campo Largo: integral, envasada a frio, sem conservante e sem açúcar. A única da lista em plástico (livre de BPA).

Todas custam mais que a caixinha e duram menos depois de abertas. Mas são opções melhores, e o que está dentro é o que o rótulo promete.

O frozen yogurt que chegou de Madri

Fotos: Myka Greek Frozen Yogurt | Reprodução

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MYKA GREEK FROZEN YOGURT

📍 Alameda Lorena 1906 (Jardim Paulista) e Alameda Santos 1298 (Cerqueira César)
💰 R$ 30-45
🕐 Seg: 11h30–22h | Ter a dom: 10h–22h

Frozen yogurt teve seu auge no Brasil há mais de dez anos e depois sumiu. O hype passou. Mas a Myka Greek Frozen Yogurt acabou de chegar com uma proposta diferente.

A marca nasceu em Madri com uma ideia simples: fazer frozen yogurt de iogurte grego de verdade, feito com kefir de leite de cabra na base e sem aditivos ou conservantes. Hoje, a rede conta com mais de 50 lojas em 17 países, e São Paulo entrou na lista.

O frozen traz aquela acidez leve que só iogurte de verdade tem, cremoso sem ser doce demais. E os toppings seguem a mesma lógica mediterrânea: baklava, mel de flor de laranjeira, pistache moído, frutas frescas.

O carro-chefe é o Myka Special, que junta iogurte, azeite de oliva, mel de laranjeira, pistache e compota de laranja amarga. Parece estranho no papel, mas funciona muito bem na colher. Tem sabores sazonais que mudam com o mês e sorbet de fruta pra quem não come lactose.

Vale a visita! Principalmente pra quem gosta de sobremesa gelada, mas prefere algo mais leve que um sorvete tradicional.

Café moído na hora: um caminho sem volta

Fotos: Pacco

Tem uma diferença no café que a maioria das pessoas nunca provou: a do grão moído na hora.

Café moído de pacote começa a perder aroma no momento em que sai da fábrica. Moer o grão multiplica a superfície de contato com o ar, e os compostos aromáticos voláteis, que são justamente os que dão o sabor, escapam em questão de minutos. O pacote de café moído do mercado chega em casa já sem boa parte do que fazia aquele café ser bom.

Quando você mói na hora, esses aromas vão direto pra xícara. O café fica mais perfumado, mais encorpado e com sabor mais nítido. E é o mesmo grão. A diferença está só no tempo entre moer e passar.

Só tem um lado ruim: depois que você prova, sua régua do que é um bom café sobe.

O único cuidado

Não compre moedor de lâmina, aquele que parece um mini liquidificador. Ele não mói, tritura. O resultado é um pó irregular, com pedaços grandes e finos misturados, que extrai desigual e deixa o café amargo ou aguado.

O que você quer é moedor de mós (as engrenagens cônicas de aço ou cerâmica), que quebram o grão em partículas do mesmo tamanho. Todo moedor bom, manual ou elétrico, é de mós.

Duas opções que valem:

iCoffee M6 Max (manual): mós cônicas de aço, ajuste externo (você gira o anel e vê o nível, sem precisar desmontar) e capacidade de 40g, o suficiente pra duas xícaras. Há opções de R$ 60, mas o mecanismo desses é fraco, a moagem não é uniforme, trava e quebra rápido. Essa opção é a de entrada que a gente confia que vai durar.

Hamilton Beach Moinho de Café Plus (elétrico): o elétrico de mós mais acessível que se acha no Brasil. Funil pra grãos, seletor de moagem do fino ao grosso, e mói com um toque. Muitas das opções elétricas mais baratas são de lâmina. Esse é de mós, e é por isso que entra aqui.

No universo da culinária e gastronomia saudável

🍔 A partir de domingo, as bisnagas de molho estão proibidas em lanchonetes, bares e restaurantes do estado de São Paulo. Ketchup, mostarda e maionese terão que ser servidos em sachês, pra reduzir contaminação pelo manuseio coletivo.

⚖️ O excesso de peso virou o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, segundo estudo publicado na The Lancet. Em 1990, o IMC elevado era o 7º da lista. Em 2023, passou pro 1º.

🤔 Seis em cada dez brasileiros avaliam a própria saúde como boa ou ótima, mas 63% estão acima do peso e 42% não fazem atividade física. Preço dos alimentos frescos e falta de tempo são as barreiras mais citadas pra comer melhor.

🥤 A Ambev ampliou pro Sul, Sudeste e Centro-Oeste o Guaraná Antarctica Zero com Fibras: 4,4g de fibra por lata, sem açúcar. No piloto, ficou entre as cinco latas não alcoólicas mais vendidas da empresa.

🥥 A Nutrata e a Nestlé transformaram o Prestígio em barra de proteína, com 11g por unidade, recheio de coco e cobertura sabor chocolate. É a segunda collab das marcas, depois da barra de Charge.

🌰 A Milky Moo lançou o MooCream Proteico, creme de avelã com cacau, 20g de whey isolado por 100g e sem adição de açúcar. Custa R$ 69,99 no e-commerce e chega em breve às lojas.

🏭 Um estudo mostrou que as fabricantes de alimentos dos EUA poderiam evitar cerca de 150 mil mortes por ano só direcionando as vendas pra versão mais saudável dos produtos que já existem em cada categoria. Não precisa inventar nada: a opção melhor já está na prateleira.

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