
Bom dia!
Você já deixou um produto na prateleira porque o rótulo tinha um nome que parecia fórmula de laboratório? A gente também. Mas alguns nomes assustadores são mais inofensivos do que parecem, e a indústria já percebeu isso.


A indústria de alimentos está contra nossa saúde?
Muito se fala sobre quão nocivos os alimentos industrializados podem ser para a nossa saúde.
E realmente, quando olhamos para os ultraprocessados, por exemplo, há uma série de estudos comprovando seus malefícios.
Mas isso não quer dizer que todos os industrializados sejam ruins. Afinal, a industrialização trouxe benefícios como conservação, padronização e praticidade.
Claro que alguns desses aditivos podem oferecer riscos à saúde. No entanto, isso não é uma regra.
É aí que entra a importância de buscar conhecimento, para que você saiba interpretar os rótulos e tomar suas próprias conclusões.
Sabe aquela regra que diz algo como “se o nome do ingrediente é esquisito e parece uma fórmula química, provavelmente não é saudável”?
Em muitos casos, até pode ser real. Mas veja como esses exemplos podem enganar:
🌾 Inulina de chicória: fibra solúvel natural extraída da raiz da planta chicória. Tem ação prebiótica, que nutre as bactérias do intestino. Melhora a saúde digestiva, controla a glicemia e atua como substituto de açúcar e gordura em receitas.
🦠 Goma xantana: espessante obtido pela fermentação de açúcares. Dá textura, impede que os ingredientes se separem e é o que garante elasticidade em massas e pães sem glúten.
🍋🟩 Ácido ascórbico: nome científico da vitamina C. Suas funções principais incluem a produção de colágeno, a ação antioxidante contra radicais livres e o fortalecimento da imunidade.
Talvez você estranhe esses nomes. Mas como você pode ver, eles enganam. Não são ruins.
Vários desses nomes esquisitos são recursos naturais, e até benéficos à saúde, que melhoram algum aspecto do produto e sua duração nas prateleiras.
A indústria já percebeu isso 🏭
Recentemente, executivos da Nestlé passaram a pressionar autoridades dos EUA para não precisarem usar os nomes técnicos nos rótulos, que "fazem a comida parecer de Frankenstein".
A empresa, que nas últimas semanas anunciou que vai tirar corantes artificiais de todos os seus produtos até o fim do ano, percebeu que os clientes estão mais atentos aos rótulos.
Eles alegam que nomes complexos geram rejeição por ingredientes desconhecidos, mesmo quando são de origem natural ou considerados seguros.
E a Nestlé não está sozinha nessa. O grupo também conta com outras grandes empresas ajudando no lobby, como Coca-Cola, PepsiCo e Cargill.
Por outro lado, especialistas em saúde pública argumentam que rótulos menos técnicos podem ser enganosos e facilitar que as empresas não sejam transparentes sobre os aditivos.

Por que o cottage virou a bola da vez?
Cremoso, tem bastante proteína, poucas calorias e pouca gordura. Esses fatores explicam por que tanta gente foi atrás dele nos últimos meses.
Mas o que faz dele um ingrediente tão interessante é a versatilidade. Ele funciona no doce e no salgado com a mesma facilidade. Por isso, hoje trouxemos os dois.
Manga com cottage

Manga com queijo, mel e raspas de limão parece combinação estranha. Pensando bem, faz todo sentido. E o resultado surpreende.
Ingredientes:
🧀 Queijo cottage
🥭 Manga palmer
🍋🟩 Raspas de limão
🍋🟩 Suco de limão
🍯 Mel
🥥 Coco ralado
🥜 Amêndoas tostadas
Modo de preparo: Espalhe o cottage no prato. Por cima, coloque a manga picada em cubos pequenos, as raspas de limão, algumas gotas do suco, um pouco de mel e o coco ralado. Finalize com as amêndoas tostadas.
Pão de cottage de 2 ingredientes

Dois ingredientes, menos de 180 calorias e mais de 12g de proteína. Talvez a receita mais fácil que já trouxemos.
Ingredientes:
🧀 100g de queijo cottage
🌾 25g de farinha de mandioca (cerca de 2 colheres de sopa cheias)
Modo de preparo: Misture os dois e vá pressionando bem com a colher. No começo parece que não vai dar liga, mas insista até virar uma massa firme que dá pra modelar e não gruda na mão. Asse na máquina de waffle até dourar (se estiver grudando, feche e espere a água secar). Também dá pra fazer como uma panqueca, na frigideira.
Outras receitas que você vai gostar


Dessa vez, em vez de falarmos de um utensílio de cozinha, vamos recomendar um livro.
Afinal, esse aqui também vale ter na cozinha!
Confeitaria e alimentação saudável sempre pareceram mundos separados. Doce bom é doce cheio de açúcar e gordura, certo? Johanna Le Pape, campeã do Mundial de Confeitaria em 2014, discorda.
O livro dela parte de uma ideia simples: dá pra fazer doce excelente pensando também em nutrição.
Na prática, isso significa equilibrar açúcares e fibras pra manter o índice glicêmico baixo, diversificar ingredientes (farinhas, açúcares, leites e óleos diferentes da confeitaria tradicional) e usar métodos de cozimento que preservam os micronutrientes.
Tem também uma pegada de aproveitamento integral dos alimentos, gerando menos desperdício.
Se você é daquelas pessoas que ama um doce, mas está de dieta ou simplesmente se preocupa com sua alimentação, esse livro é pra você.


🌯 Itzza Sandwiches
📍 Disponível no iFood, Rappi e 99Food (São Paulo)
💰 Wrap de Carpaccio: R$ 60
🕐 Seg a sáb: 11h–23h59 | Dom: 15h–23h59
A Itzza ficou conhecida pelas pizzas low carb e sem glúten, com massas de couve-flor, brócolis, batata doce e mandioca. Virou referência pra quem queria comer pizza sem sair da linha.
Com o tempo, o cardápio foi crescendo e hoje tem sanduíche, beirute e wrap.
E a recomendação de hoje é justamente um wrap.
O Wrap de Carpaccio leva carpaccio bovino, molho de mostarda, parmesão em lascas e alface.
Simples, mas funciona muito bem. O molho de mostarda dá aquela acidez que corta a carne, e o parmesão em lascas entrega bem mais sabor do que se fosse ralado.
A tradicional é ótima, mas se você quiser algo mais leve, tem a de couve-flor, que é sem glúten e low carb.
Vale pedir! Principalmente se você já é fã das pizzas deles e ainda não experimentou o resto do cardápio.


Tem fruta que engana. Você olha, parece bonita, leva pra casa e na hora de abrir… vem a decepção.
A boa notícia é que quase toda fruta dá algum sinal, só que nem sempre é o sinal que a gente imagina.
Vamos começar essa saga por três delas:
Melancia 🍉
Procure a mancha na parte de baixo, onde ela ficou apoiada no chão.
Se for amarelada ou cor de creme, amadureceu no pé. Branca ou quase inexistente significa colheita antecipada, e aí não tem conversa: melancia não amadurece depois de colhida.
Vale conferir também se a casca está opaca, porque brilho demais costuma indicar fruta verde.
Abacate 🥑
Pare de apertar, isso machuca a polpa e acelera o estrago.
O teste certo é no cabinho. Puxe delicadamente e olhe a cor que aparece embaixo: verde clara ou amarelada quer dizer que está no ponto, marrom já passou, e se o cabinho não sair, ainda precisa de uns dias na fruteira.
Maracujá 🟡
Aqui a aparência engana mesmo. Casca lisa e brilhante costuma ser sinal de fruta verde e mais ácida. O enrugado, que parece velho, é o que perdeu água e concentrou açúcar.
Só não exagere: ruga demais e o maracujá já passou. Peso também conta, porque mais peso significa mais polpa.
Você gosta de conteúdos desse tipo? Se quiser mais dicas de como escolher frutas ou vegetais, responda este e-mail contando o que você quer saber!

O produto que já era consumido antes de existir?

Nome da empresa: Caffeine Army
Produto: SuperCoffee Protein+
Esse lançamento da última edição da Naturaltech teve uma sacada que chamou nossa atenção.
Muita gente já tomava SuperCoffee e adicionava whey por cima, misturando os dois na própria cozinha. A Caffeine Army olhou pra esse comportamento e transformou ele em produto.
O SuperCoffee Protein+ combina 15g de proteína e 5,8g de fibras prebióticas na mesma dose, é zero lactose e vem em dois sabores: Caramel Macchiato e Iced Cappuccino.
A marca posiciona como "smart protein", prometendo ir além do aporte proteico, com suporte à saúde intestinal, saciedade, foco e energia.
Independente do discurso de marketing, o ponto interessante é outro: eles resolveram um caso de uso que o consumidor já tinha inventado sozinho.

No universo da culinária e gastronomia saudável
🍸 Um novo estudo da IWSR joga água na tese de que a Geração Z bebe menos: 74% deles consomem álcool, quase igual à média adulta de 76%. Há três anos eram 66%. O que caiu de verdade foi a quantidade por ocasião — 3,9 doses, contra 4,4 em 2025.
🍺 A Ambev lançou a Spaten Pro, primeira cerveja proteica de todo o ecossistema global da AB InBev, desenvolvida 100% no Brasil. A lata de 350ml tem 10g de proteína (75% whey, 25% colágeno), zero álcool e menos de 100 calorias. Foram 5 anos e mais de 100 versões testadas. Chega primeiro em SP e RJ, entre R$ 10 e R$ 13.
🦆 Foi sancionada uma lei que proíbe fabricar e vender no Brasil alimentos obtidos por alimentação forçada de animais, incluindo importados. O alvo é o foie gras feito pelo método tradicional. Quem descumprir pega de 3 meses a 1 ano de detenção, mais multa. A lei entra em vigor em 180 dias.
🛒 Se a sua feira parece mais cara, não é impressão. Segundo a FAO, o custo médio de uma alimentação saudável chegou a US$ 4,28 por pessoa por dia (cerca de R$ 22), 25% mais em cinco anos. Cerca de 2,7 bilhões de pessoas no mundo não conseguem pagar por uma dieta nutritiva.

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