Bom dia!

Você sabia que as tâmaras que a gente come hoje quase deixaram de existir? Nos anos 1920, uma doença dizimou as tamareiras do Marrocos, e a espécie foi salva por 11 brotos enviados de navio pra Califórnia. Vamos falar mais disso hoje.

O retorno do açúcar?

Teve uma época em que o vidrinho de adoçante na mesa era atestado de quem se cuida. Afinal, se trocou o açúcar, resolveu a vida, certo?

Na verdade… não. A ciência vem mostrando que não é esse mar de rosas.

Em um estudo feito em 2022, pesquisadores deram quatro adoçantes populares pra 120 adultos saudáveis, por duas semanas, em doses dentro do limite considerado seguro. Sacarina, sucralose, aspartame e stevia.

Todos os quatro mexeram nas bactérias do intestino. E com sacarina e sucralose, o corpo passou a lidar pior com o açúcar no sangue. Existe um mito de que alguns adoçantes não são absorvidos pelo corpo, e passam sem tocar em nada. Mas isso não é verdade.

Quem circulou pela Naturaltech deste ano sentiu isso na prática. Depois de um dia provando dezenas de produtos "zero açúcar", o relato mais comum entre os visitantes era desconforto intestinal e estufamento.

O vilão silencioso costuma ser o excesso de polióis (xilitol, sorbitol, maltitol), que em grande quantidade viram festa de gases pra sua microbiota.

E olha o movimento curioso lá fora 🇺🇸

Marcas novas estão estampando "feito com açúcar de cana de verdade" no rótulo como argumento de venda, e tem americano importando Coca-Cola do México porque a versão de lá leva açúcar de cana em vez de xarope de milho.

Produtos hypados estão preferindo 3g de açúcar de verdade a 10g de poliol que compromete o sabor e o intestino. O açúcar, em dose pequena e assumida, virou sinal de ingrediente honesto.

A provocação que fica é essa… 🤔

Será que uma colher pequena de um açúcar menos refinado não é uma alternativa melhor do que uma bomba de adoçante todo dia?

Se você não abre mão de adoçar sem açúcar, a stevia segue como a opção de melhor perfil disponível. Extraída de planta, sem calorias, sem elevar a glicemia, e estudos não encontraram alterações significativas na microbiota.

Nosso veredito é o de sempre. Nem demonizar o açúcar, nem santificar o adoçante.

Bombom de tâmara (e a história por trás dela)

Antes da receita, vale conhecer a protagonista de hoje. Porque a tâmara que você vê recheada de chocolate no Instagram carrega uma história de quase 5.000 anos, e um resgate digno de filme.

Existem mais de 1.500 variedades de tâmara no mundo, mas a queridinha das receitas é a Medjoul (foto acima), nativa do Marrocos.

Diferente do que muita gente pensa, ela não é desidratada. É consumida in natura, e é daí que vem aquela textura macia e caramelada.

Na década de 1920, uma doença severa causada por um fungo dizimou milhões de tamareiras no Norte da África e quase levou a Medjoul à extinção.

Pra salvar a espécie, 11 brotos saudáveis foram enviados de navio para os EUA. Eles prosperaram na Califórnia, e hoje as Medjoul dos principais produtores do mundo descendem daquelas 11 palmeiras.

E além de saborosa, ela é nutritiva: rica em fibras, ferro, cálcio e magnésio, com quase o dobro do potássio da banana. É por isso que virou a base preferida dos doces saudáveis. Ela adoça naturalmente, sem precisar de açúcar.

Por todos esses motivos, a receita de hoje é um bombom de tâmara que fica delicioso!

Ingredientes:

  • 🌴 150g de tâmaras Medjoul

  • 🥜 4 a 5 colheres de sopa de pasta de amêndoas com leite de coco

  • 🍫 80g de chocolate amargo

  • 🧂 Flor de sal para finalizar (opcional)

Modo de preparo:

  1. Retire o caroço das tâmaras e recheie com a pasta de amêndoas;

  2. Derreta metade do chocolate no micro-ondas, de 30 em 30 segundos;

  3. Junte a outra metade e misture até derreter por completo;

  4. Coloque a tigela do chocolate sobre uma vasilha com água e mexa até esfriar — esse é o segredo pro chocolate temperado, que endurece mais fácil;

  5. Banhe as tâmaras no chocolate e leve à geladeira por 15 minutos;

  6. Finalize com flor de sal e sirva.

Pra você montar sua salada do seu jeito

Salu

📍 Disponível no iFood, 99Food, Keeta e Rappi (São Paulo)
💰 Na faixa de R$ 50
🕐 Seg a qui: 10h30–21h30 | Sex: 10h30–20h | Sáb: 11h–15h | Dom: fechado

Quando falamos de delivery de salada, é muito comum que as pessoas não gostem tanto de um ingrediente ou outro. Às vezes, você quer trocar um ingrediente, tirar outro, dobrar aquele que você ama. No Salu, esse problema não existe.

Nas opções de bowl (médio ou grande), você escolhe a base, a proteína, os acompanhamentos e o molho, tudo do seu jeito. Pra quem tem restrição, preferência ou só é chato com comida (sem julgamentos), é o formato perfeito.

E a matéria-prima ajuda. Os ingredientes vêm de pequenos produtores locais e são preparados do zero diariamente. Dá pra sentir a diferença no frescor das folhas.

Além dessa opção de montar sua salada, o cardápio tem saladas prontas, bowls quentes e wraps, caso você prefira deixar a decisão com a casa.

Vale a pena pedir! Principalmente naqueles dias em que você sabe exatamente o que quer comer, e nenhuma salada pronta de cardápio entrega.

Como fatiar tudo bem fininho, igual de restaurante?

Já reparou que no restaurante as rodelas de batata têm todas a mesma espessura? Não é habilidade sobre-humana com a faca. É mandolin.

Ela resolve dois problemas de uma vez: apresentação (cortes uniformes, finíssimos, daqueles que impressionam) e cozimento por igual, porque fatias da mesma espessura ficam prontas ao mesmo tempo.

É ideal pra chips, gratinados, saladas, carpaccio de legumes… tudo sobe de nível.

Aqui vai uma opção pra cada bolso:

💎 A alemã: Börner V6 Inox — R$ 849

A queridinha dos chefs. Lâminas de aço cirúrgico alemão que deslizam pelo legume como se ele nem estivesse lá, precisão de milímetro e durabilidade pra atravessar décadas de uso (não é exagero: tem gente que herda a da mãe).

É livre de plastificantes e poluentes. É pra comprar uma vez só na vida.

💰 A custo-benefício: Mandolina Profissional Inox — R$ 149

Entrega o principal. Espessura ajustável de 1 a 7,5 mm, lâminas intercambiáveis pra diferentes tipos de corte e pode ir pra lava-louças. Vem com protetor de mão com dentes longos, e aqui vai o aviso de quem já viu muita história: use o protetor sempre. Mandolina não perdoa dedo distraído, nem a cara, nem a barata.

Veredito: se você fatia todo fim de semana, a Börner se paga em prazer de uso. Se quer testar se a mandolina entra na sua rotina, a versão mais barata resolve com sobra. Errado mesmo, só continuar no corte torto de faca.

A barrinha de proteína crocante clean lable

Faz um teste. Quando for ao mercado, pegue uma barrinha de proteína e veja o rótulo. Não é raro encontrar 20, 25 ingredientes na lista.

E o time costuma ser sempre o mesmo: xarope de glicose (açúcar com crachá de outro nome), maltitol e sorbitol (adoçantes que, em quem é mais sensível, geram estufamento e desconforto intestinal), gordura vegetal, aromas artificiais e uma fila de emulsificantes e estabilizantes que transformam a "barrinha saudável" num ultraprocessado de academia.

A da Bhāva vai na contramão. É uma das opções mais clean do mercado, com lista de apenas 6 ingredientes naturais e saudáveis.

O charme dela está na textura. O crispy de proteína de ervilha traz uma crocância que barrinha tradicional não tem. Tem gente que estranha de primeira, justamente por ser diferente de tudo que está na prateleira. Mas vale a experiência, nem que seja pra descobrir de que lado você fica.

E pra quem filtra rótulo por restrição, é sem glúten e sem lactose (a proteína vem da ervilha e do colágeno).

Existe cebola certa pra cada prato?

Todo mundo já cometeu esse crime sem saber. Caramelizar com a cebola errada e se perguntar por que não ficou igual do restaurante. A resposta é que cebola não é tudo igual, e chef bom escolhe a cebola como escolhe o corte da carne.

O mapa é esse:

  • 🧅 Amarela ou doce é a rainha do fogo. Caramelizar, fritar e fazer anéis de cebola. É a mais rica em açúcares, e o calor transforma esse açúcar em ouro dourado.

  • 🧅 Roxa vive melhor crua. Saladas, tacos e picles são o habitat dela. Sabor mais suave e, de bônus, as antocianinas da cor rendem uma carga extra de antioxidantes.

  • 🧅 Branca é a operária do dia a dia. Segura refogados, sopas e molhos com um sabor equilibrado que não rouba a cena.

  • 🧅 Chalota é a aristocrata da família. Delicada, perfeita pra vinagretes e molhos finos. Se a receita é francesa, é dela que o chef está falando.

E o bônus de saúde: Toda cebola carrega quercetina, antioxidante associado à proteção do coração e ao combate à inflamação, além de água, fibras e vitamina C. Vale saber que os compostos sulfurados (aqueles que fazem bem e fazem chorar) são sensíveis ao calor. Incluir cebola crua na rotina, como a roxa na salada, garante o pacote completo.

No universo da culinária e gastronomia saudável

🫒 O Ministério da Agricultura analisou azeites vendidos como extravirgem e encontrou marcas que não atendem à classificação. Veja se o seu está na lista.

🍫 A Anvisa começou a regulamentar a nova lei do cacau, que obriga informar o percentual de cacau nos rótulos. Vai ficar mais fácil saber a qualidade real do chocolate. (Entenda)

🎨 O jogo virou contra os corantes artificiais, associados a malefícios principalmente em crianças: produtos com corantes naturais cresceram 24,4% nas vendas, enquanto os artificiais ficaram parados. (Aprofunde)

🥣 A Kellogg vai tirar os corantes artificiais de todos os cereais até o fim do ano, antecipando o prazo de 2027. As cores do Froot Loops virão de sucos de frutas e vegetais. (Entenda)

🥤 PepsiCo, Coca-Cola e Kraft Heinz estão transformando seus clássicos em bebidas funcionais, criando produtos que não existiam, como refrigerante proteico e isotônico com gás. A onda já chegou no Brasil. (Veja as iniciativas)

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